terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Frio, a quanto obrigas...







Chega o frio e com ele, o uso de roupas mais quentes para treinar e para supostamente perder mais peso. Usa várias camisolas para treinar na esperança de transpirar mais e consequentemente emagrecer? Acha que é a solução ideal? Dizemos-lhe, claramente que não!
A acumulação de várias camadas de roupa durante o treino poderá levar à perda de peso, mas esta será à custa da desidratação do seu corpo, assim que voltar a repor os líquidos, o organismo recuperará o peso perdido. Por outro lado, a utilização de roupas em excesso pode provocar:

- Desidratação e défice de sais minerais;
- Fadiga mais precoce;
- Recuperação mais lenta;
- Cãibras;
- Maior propensão para lesões musculares.

Já sabe, nestes dias de mais frio e de aproximação da época natalícia procure apenas agasalhar-se o suficiente para manter a temperatura corporal estável, não será com roupa em excesso que irá perder mais peso ou gordura.


Bons treinos e boas festas


Hugo Silva 
Instagram: hugo_silva_coach
Linkedin: http://linkedin.com/in/hugo-silva-1b8295132
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre 




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Natal? Na casa da mãe ou, na casa do pai...






Cecília, 9 anos.

" - Sabes, vem aí o Natal! Falta pouco mais do que uma semana...
- É verdade! 
- Todos os anos é uma confusão, sabes?
- Como assim?
- Este ano, já está mais ou menos pensado assim:  no dia 24 vou com a mãe para a casa dos avós e janto lá mas não abro os presentes; depois, o pai vem-me buscar, vamos para a casa dos avós, abro os presentes e durmo lá; no dia 25, acordo, tomo o pequeno almoço com o pai e vou novamente para a casa da mãe e dos avós, abro os presentes e fazemos o almoço de Natal e depois fico por lá...
- O teu Natal é muito movimentado mesmo, é sempre assim?
- É! Mas, todos os anos muda; este ano fico o dia 24 com o pai e o dia 25 com a mãe; para o ano, tal como no outro, trocamos! Mas sabes, a minha sorte é que os meus pais moram por aqui perto; às vezes lembro-me da minha amiga Mónica que todos os anos não sabe se fica por Lisboa ou se vai para Faro! E eu gosto mesmo de conseguir estar com os dois...
- No meio dessas "andanças" todas, afinal de contas , consegues lidar bem com essa confusão...
- Consigo pois! Sabes, no fundo, no fundo, eu gostava mesmo de não ter que andar de um lado para outro e estarmos todos juntos mas, conseguimos estar à mesma só que de forma diferente do Manuel lá da escola; e o Pai Natal encontra-me sempre... às vezes, mas isto é só a minha imaginação, eu acho que oiço os sininhos e as renas a acompanhar-me quando vou de um lado para outro... mas não te preocupes,  é só a minha imaginação... "


A adaptação e a capacidade de poder continuar num encantamento natalício procurando, talvez ,aquilo que já teve algures num tempo que não se recorda mas que se mantém constante nas memórias das células, é riquíssima no mundo interno de qualquer criança; para o adulto, o recheio de memórias sobre o Natal compõe-se a partir de vivências armazenadas ao longo dos tempos, do seu tempo que não o tempo da criança... afinal de contas a criança vive, revive e recria um mundo só seu que lhe traz igualmente magia mesmo que a tenha que repartir entre dois mundos...

Mas afinal, o que é isto do Natal? 

Com diferentes datas, com diferentes significados sociológicos, em diferentes religiões, Natal significa nascimento. É, para nós, ou para muitos de nós, família. E cada vez que se celebra o nascimento de uma criança, celebra-se também o nascimento de uma nova família.


Existem diferentes tipos e modelos de famílias, cada vez menos nos prendemos a uma ideia de família tradicional, em que os pais têm papeis e funções fixas. Cada vez mais nos permitimos olhar e aceitar uma diversidade de modelos familiares que nos transportam para a possibilidade de organizar e estruturar diferentes modos de subjectividade emocional e psicológica.


Para uns, o Natal é passado em casa com o pai a mãe, o avô, a avó, os tios e os primos… para outros, o Natal é comemorado em vários sítios. Não existe uma receita ideal para passar o natal- nenhuma forma é melhor ou "mais saudável". O mais importante é a existência de vínculos e afectos tranquilos e apaziguadores que permitam que a criança possa movimentar-se nestes ciclos familiares de forma o mais serena possível.


E já agora, que se esteja a preparar um Feliz Natal!!


Drª Inês Lamares

O Canto da Psicologia






quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Fobias - Medo do Medo...








A fobia é entendida como um medo persistente, intenso, excessivo e irracional na presença ou antecipação de determinada situação ou objeto. Este medo é desproporcional à ameaça, mas é vivido internamente pelo indivíduo com uma dimensão catastrófica, não obstante poder reconhecer a irracionalidade dos seus receio.

Existem três tipos básicos de fobia: agorafobia: medo generalizado de estar em espaços abertos, onde seja difícil ou embaraçoso sair; fobia social: medo de situações onde é submetido à avaliação de outras pessoas; fobia específica: nas fobias específicas o indivíduo tem medo de algo característico e específico, como por exemplo, animais, fenómenos naturais, etc.

O evitamento daquilo que causa o medo é a reação mais frequente, contudo, é também a mais complicada, porque limita as atividades da pessoa e perpetua um ciclo de repetição. Deste modo, a situação ou objeto é evitado a todo custo ou, no limite, suportados com grande sofrimento.

A fobia constitui a representação de um conflito interno inconsciente, que é deslocado para o objeto escolhido. Significa, por isso, que na origem de um quadro fóbico estarão vivências anteriores, as quais terão sido dolorosas para o sujeito e que cuja raiz estará na infância ou no decorrer do seu desenvolvimento, mas que emergem posteriormente através da sintomatologia que emerge na fobia.

Significa, por isso, que a psicoterapia psicanalítica é uma via de trabalho eficaz para  o tratamento deste quadro clínico, na medida em que permitirá ao sujeito uma melhor compreensão de si e dos fatores originários que estarão na raiz do seu problema.


O Canto da Psicologia,

Dr. ª Joana Alves Ferreira





terça-feira, 28 de novembro de 2017

Agachar! Eis a questão!!








O agachamento é fundamental no padrão de movimento para o ser humano. A passagem do chão a quatro apoios para a posição bípede é feita com o agachamento logo nos nossos primeiros anos de vida. Quando nos sentamos numa cadeira, ou quando entramos no carro estamos a agachar. Existem uma série de movimentos diários que nos fazem agachar. Nos ginásios, ou em qualquer espaço de treino, quase todas as rotinas incluem agachamentos. Já deve ter ouvido que o agachamento deve ser feito em grandes amplitudes, porque é mais funcional, porque aumenta a força, porque melhora a mobilidade, porque aumenta a massa muscular, etc. Vejamos então alguns aspetos sobre este fantástico exercício:

- A intensidade do agachamento só será maior em grandes amplitudes, caso consiga manter a mesma carga; apaguei
- O aumento da força será conseguido em amplitudes menores, porque a força máxima está dependente de forma geral por fatores nervosos e morfológicos, logo: menor amplitude, maior carga;
- A amplitude de agachamento depende em grande medida das proporções músculo-esqueléticas de cada indivíduo;
- Aumentos de massa muscular parecem beneficiar de maiores amplitudes no agachamento;
- O agachamento por si só, já é um movimento funcional, não existem ganhos visíveis em acrescentar variações;
- Grande parte dos atletas, em diversas modalidades, trabalham com amplitudes mais curtas quando executam este movimento (futebol, basquetebol, voleibol, ténis, atletismo, etc) logo, parece ser mais benéfico trabalhar maiores amplitudes durante períodos gerais ou de regeneração;
- Ao realizar o agachamento ou a preparação para o movimento, pode utilizar uma banda elástica, acima do nível do joelho e externamente à coxa, mantendo o alinhamento dos joelhos durante a execução. Assim, conseguirá ter uma maior ativação muscular do glúteo médio e do grande glúteo.


Em jeito de conclusão, para o cliente comum de ginásio ou desportista em geral, o agachamento paralelo acarreta poucos riscos articulares e é bastante benéfico. Bons treinos...

Hugo Silva 
Instagram: hugo_silva_coach
Linkedin: http://linkedin.com/in/hugo-silva-1b8295132
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre 




segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Agressivo? o que é isso?







“Estou tão  zangada hoje, mas isto fica tudo cá dentro de mim… Depois, há um momento em que não aguento mais, parece que vou explodir, que tenho de fazer alguma coisa. E é por isso que me corto ou que tenho ataques de pânico. É como se isso me libertasse. Esta zanga fica toda para mim, se me quisesse zangar contigo, simplesmente não conseguia, não sabia como… não quero magoar os outros ou sentir que posso ser injusta…"
Adolescente, 14 anos


As primeiras interações do bebé surgem com os pais e é neste plano que se cria um espaço onde podem começar a existir as primeiras relações. É na relação com os pais e com os outros mais significativos que a criança apreende e aprende como é o mundo à sua volta. É no ambiente familiar, neste espaço externo acolhedor, contentor e securizante, (física e psiquicamente) que a criança aprende a organizar-se internamente e a regular-se emocionalmente. É neste espaço (cá de fora) que a criança começa a fabricar todas as coisas que podem existir dentro dela.

Através das constantes interações entre pais e filhos vão-se criando as histórias dos afetos para a criança. Estas histórias, carregadas de fantasia, de príncipes e princesas, de monstros e dragões, de espadas e pistolas, de bons e de maus, e , acima de tudo, repletas de coisas secretas, que tantas vezes são confusas, levantam ansiedades e dificuldades para a criança e para os pais.
Enquanto adultos, a maioria das vezes, conseguirmos reconhecer o que vemos e o que sentimos e conseguimos elaborar a forma como nos expressamos. Enquanto crianças, este pensar sobre as coisas é facilitado, desenvolvido e aprendido através das relações com os pais. Acontece, muitas vezes, que a criança, não conseguindo perceber o que sente e não sabendo ainda muito bem o que pensar ou como pensar, age. Esta ação é a forma da criança descarregar todas estas coisas que acontecem dentro dela e que ainda não consegue perceber muito bem.

Ouvimos, muitas vezes, histórias de crianças que mordem na escola, que batem, que empurram. Histórias de crianças protocoladas como “agressivas”. Muito poucas vezes ouvimos falar da criança bem-comportada, com boas notas e que é muito amiga do seu amigo, mas que às vezes fica um pouco agitada, meio que sem sentido. A agressividade que vem para fora assusta-nos, a que fica cá dentro aquieta-nos.
É quase como se a agressividade (a vivida e visível e a vivida, mas invisível) fosse o monstro ou o dragão que nos vem perseguir e destruir. Mas não temos em todas as histórias um monstro ou um dragão? Apesar deste monstro ou dragão  não ter que ser  necessariamente mau, é  assustador. É assustador, essencialmente, porque não sabemos falar a língua dele. É mais ou menos isto que acontece nestes relatos de agressividade: enquanto pais e educadores, assustamo-nos com estes comportamentos ditos “agressivos” e damos-lhes uma conotação disfuncional.  Contudo, na maioria das vezes, estes comportamentos são bastante saudáveis, pois são a forma que a criança tem de nos mostrar que há  algo a acontecer dentro dela, alguma coisa que não está a saber muito bem o que é nem como pensar nela,  expressá-la ou até mesmo como calá-la. Então, descarrega-a através do comportamento.


É importante podermos, enquanto adultos, conter, ajudar a elaborar, explicar, aceitar, cuidar e conversar sobre as histórias do mundo interno da criança, sendo personagens ativas nestes mundos de fantasia, que ajudam a criança a organizá-los e a aprender a expressá-los (mesmo quando as coisas estão caóticas ou desorganizadas).



Drª Inês Lamares
O Canto da Psicologia






terça-feira, 14 de novembro de 2017

Porque não há desculpas...








Chega a esta altura do ano, os dias são mais curtos, o frio aperta, o sofá chama por nós, as épocas festivas aproximam-se, os jantares de Natal não param e muitas vezes o ginásio acaba por ficar para segundo plano na agenda.

Se tem o tempo contado ou menor vontade para treinar, deixamos-lhe aqui algumas dicas para o ajudar a manter e/ou aumentar a massa muscular e a acelerar o metabolismo:

- Dê prioridade à intensidade, menos volume de treino mas mais intenso. 30 minutos de treino de força intenso podem ajudar a acelerar o metabolismo por mais de 24 horas;

- Procure fazer exercícios que envolvam uma grande quantidade de músculos. Por exemplo: agachamentos, peso morto, elevações, flexões, etc; em detrimento de exercícios isolados;

- Execute os exercícios com a melhor técnica possível, dando ênfase à amplitude do movimento. Desta forma está a criar maior tensão mecânica no músculo e a prevenir o aparecimento de possíveis lesões;

- Respeite a pausa entre séries e dê o devido descanso ao músculo. Repita o treino para o mesmo grupo muscular após 48-72 horas depois, só assim terá benefícios fisiológicos;

- Evite exercícios aeróbios de longa duração, que irão comprometer o desenvolvimento muscular e não alterarão o metabolismo;

- Procure um profissional de exercício e saúde que o ajude a construir um plano de treino adequado, por forma a rentabilizar o tempo e a qualidade do mesmo.



Bons treinos


Hugo Silva 
Instagram: hugo_silva_coach
Linkedin: http://linkedin.com/in/hugo-silva-1b8295132
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre 


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A mulher mais bonita lá da rua...







No outro dia voltei a ver a mulher mais bonita lá da rua.

Continua indomavelmente bonita e tratava do jardim.

A mulher mais bonita lá da rua deu-me três amigos, gosta de gatos, socialistas e sportinguistas. Tem rosto de maçã e deixava-me tocar viola. Fui mais menino e adolescente nos serões que dividimos na sua sala.

A mulher mais bonita lá da rua ouvia-me, conhecia-me todas as asneiradas e namoradas. Não é família e isso ainda a torna mais bonita não sei porquê, mas sabe-me bem não saber.

A mulher mais bonita lá da rua é realeza porque se chama Clarisse Virgínia, graça que nos inunda de respeito.

No outro dia voltei a ver a mulher mais bonita lá da rua. Continua irremediavelmente bonita.

Nunca chamei amiga, querida e muito menos vizinha à Dona Clarisse. Também jamais tive coragem de lhe dizer todas as coisas que ela é e ela é a mulher mais bonita lá da rua.

Quando perder de vez a pouca vergonha que me deram, ainda visto meu melhor fato e levo-a a passear.

É o desejo de um antigo menino que se sentava do outro lado do muro, de brinquedo na mão a ver a tarde passar pela mulher mais bonita lá da rua.



FILIPE ALEXANDRE DIAS
O Canto da Psicologia