terça-feira, 17 de abril de 2018

Uma dor chamada "lombar"...







Sabia que, cerca de 80% da população adulta sofre de dor lombar? A acrescentar a este número, uma das principais causas para baixas médicas, são os problemas na coluna lombar.

É comum pensar-se que se deve evitar o treino com cargas pesadas no ginásio para evitar problemas na coluna, nada mais errado. Exercícios com carga pesada, desde que devidamente monitorizados por um profissional de exercício físico, mostraram ser a melhor estratégia para reduzir as lesões nas costas. Estudos levados a cabo com cargas leves a moderadas, mostraram ser ineficazes na prevenção de lombalgias.

A coluna deve estar sujeita regularmente a exercícios de força, desta forma ficará mais forte a nível articular e mais apta para as tarefas quotidianas.

Inclua na sua rotina de treinos, exercícios que solicitem flexões, extensões e rotações da coluna desde que executados de forma correta e adaptados à sua condição física.

Bons treinos

Hugo Silva 

Instagram: hugo_silva_coach
Linkedin: http://linkedin.com/in/hugo-silva-1b8295132
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre 




quinta-feira, 12 de abril de 2018

Acting-out - quando se age o que (ainda) não se consegue pensar








A capacidade para pensar, aprofundadamente, como exercício reflexivo e compreensivo de si mesmo e dos outros, é adquirida ao longo do desenvolvimento, em estreita ligação com as relações significativas que são estabelecidas. É no contexto das relações, da sua qualidade, da possibilidade que existe no seio destas de comunicar, conter, entender e responder aos vários conteúdos e estados emocionais, que surge a capacidade do indíviduo para se pensar a si e aos outros.

Nas crianças é esperado que se observem comportamentos que denunciam alguma limitação a este nível. Estão ainda a construir a sua capacidade para pensar, o seu aparelho mental é ainda imaturo e tendencialmente agem de acordo com o que estão a sentir sem que tenham consciência disso, como um impulso e uma encenação do que se passa na sua mente. Falta ainda o espaço interno que permite que estas vivências e estes sentimentos sejam filtrados, elaborados e contidos pelo exercício pensante, compreensivo, atribuidor de significados e, por isso, tranquilizador.
Algumas situações do quotidiano pertencem a este tipo de manifestações, uma birra, um movimento agressivo... Particularmente se parecem desproporcionados à circunstância real ou cuja intensidade tem um grande impacto.

No consultório também acontece com alguma frequência. O sentimento que não está ainda mentalizado e longe de poder ser comunicado é agido no espaço terapêutico. Não é assim tão raro que o terapeuta se sinta invadido porque de facto a criança (ou adolescente) tem necessidade de exprimir a sua angústia e inscrevê-la nesse espaço de uma forma intensa e muitas vezes caótica. É necessário conter, é necessário compreender para que se crie condições para a imprescindível capacidade de contenção do terapeuta, é necessário que antes de ser possível ser pensado pelos dois, seja suportado e pensado pelo terapeuta, disponibilizando por inteiro a sua capacidade de mentalização.

David Levisky defende que existe sempre uma comunicação expressa nestas manifestações comportamentais e verbais e que é a sua compreensão que permite a elaboração mental. Este autor e psicanalista brasileiro esclarece que estas manifestações incidem sobretudo na fase da infância e da adolescência mas que quando acontecem de forma intensa e repetida pode significar risco de estruturação patológica da personalidade.

Na relação terapêutica trabalha-se no sentido de desenvolver um espaço mental que permita fornecer condições para a transformação da ação em pensamento, para passar da ação à exploração dos seus significados. Assim passa a ser possível falar sobre esses conteúdos mentais e seus significados, elaborando-os e reparando-os em conjunto.


Drª Filipa Rosário
O Canto da Psicologia




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma ajudinha rápida por favor!






Uma das imagens mais comuns, quando imaginamos um psicoterapeuta é, provavelmente, a de alguém que tem a capacidade de ler mentes e que rapidamente conseguirá decifrar qualquer problema, através da sua bola de cristal. 
Bom..., há algo de verdade nesta fantasia tão frequente, os psicoterapeutas têm uma formação muito específica e possuem uma compreensão mais alargada sobre o funcionamento psíquico do ser humano. É também verdade que as suas competências profissionais e pessoais permitem ajudar eficazmente quem procura e precisa de apoio psicoterapêutico. 
Deste modo, não é de estranhar que se crie a ilusão de que em muito poucas sessões de psicoterapia [2 ou 3 sessões] a problemática seja resolvida!

Ora, um processo psicoterapêutico com bons resultados requer tempo para analisar, coragem para compreender e disponibilidade para aceitar.

- “Há alguma coisa que me possa dizer para eu fazer e resolver este problema rapidamente, dra.?”

Esperar que um sintoma, uma perturbação, um sentimento, uma atitude, um comportamento ou até um pensamento inquietante se transforme em tão pouco tempo, é muito característico em alguns dos pedidos de ajuda que costumamos receber em consultório. 

Vivemos actualmente, numa sociedade em que a correria é palavra de ordem, vivemos numa realidade em que os estímulos mais variados estão ao alcance de qualquer um, vivemos numa Era em que as respostas são obtidas ao ritmo de um clique, vivemos hoje, sem capacidade para esperar. A procura de uma resposta rápida é intensificada pela nossa falta de capacidade para parar e esperar.

Contudo, um dos indicadores mais favoráveis para o sucesso da psicoterapia é o investimento da pessoa e a sua capacidade de envolvimento no seu próprio processo de transformação. 

O pedido de ajuda psicoterapêutica vem, na maioria das vezes, associado a um sofrimento e angústia muito significativos que podem traduzir-se através de sintomatologia mais ou menos incapacitante. Os psicoterapeutas estão atentos desde o início a esta sintomatologia, para dar uma resposta adequada e simultaneamente fazer a integração entre a “queixa” e o contexto global da pessoa.
Considerando que a densidade dos problemas psicológicos deriva de um processo que ocorreu ao longo de muito tempo, que se foi instalando no funcionamento psíquico e que os padrões emocionais e cognitivos estão solidificados, não é arrogante afirmar que às 2 sessões se devem multiplar muitas mais.  

- “Já me sinto muito melhor Dra., quando for necessário, volto a contactar.”

O lugar da psicoterapia é certamente um local onde os pensamentos, as memórias, as percepções e as fantasias mais difíceis e traumáticas se apresentam. Se juntarmos a isto, factores psicológicos internos como mecanismos de defesa, angústia e ansiedade é fácil perceber que a psicoterapia rapidamente se torna um processo exigente e desafiante.
Iniciar uma psicoterapia implica o confronto com a existência de problemas por vezes desconhecidos, podendo causar no início ou até em fases posteriores momentos em que a pessoa se sente pior. No entanto, os efeitos positivos são facilmente reconhecidos e o bem-estar é instalado de forma significativa e duradoura. Um tratamento, normalmente, decorre durante meses ou alguns anos, com uma regularidade semanal por se tratar de um processo que se pressupõe sequencial e progressivo.

O processo psicoterapêutico é uma construção, um trabalho conjunto, entre o psicoterapeuta e o paciente, é o desenvolvimento de uma nova forma de estar na vida, mais feliz.



Drª. Fanisse Craveirinha
O Canto da Psicologia   




sexta-feira, 30 de março de 2018

A semente de quem somos...







É nas relações que estabelecemos ainda enquanto crianças que se encontra a origem do que sentimos, daquilo em que acreditamos e da forma como nos relacionamos com os nossos outros significativos. Apesar de não termos normalmente memórias dos nossos primeiros anos de vida, é nesta fase que as sementes de quem somos são lançadas à terra. Não se pretende com isto reduzir a essência do ser humano a este período inicial de vida; naturalmente que as nossas experiências ao longo da vida também nos moldam. No entanto, há que olhar com atenção para esta fase tão especial, feita de primeiros encontros e desencontros.

Durante os primeiros anos de vida, é através da interação com as figuras cuidadoras que se torna possível a organização interna das crianças. Estas figuras são essenciais na maturação pulsional e estruturação do Eu que se dá na primeira infância, havendo uma transformação das experiências partilhadas em esquemas cognitivo-afetivos. Estes irão estruturar a forma como as crianças pensam e se sentem em relação a elas mesmas e às outras pessoas, o que lhes permite olhar para o mundo de uma forma simplificada, à luz destas experiências precoces.

Que características devem pautar estas figuras para que haja um desenvolvimento harmonioso na criança? Para que o mundo seja olhado com lentes realistas mas também essencialmente positivas? Arriscamos dizer que não sabemos. Não existem fórmulas certas, conselhos infalíveis e receitas mágicas. No entanto, apontamos duas características que nos parecem absolutamente essenciais: o afeto e a autonomia.

Sobre o afeto muito haveria por dizer, mas optamos por não nos alongar. Preferimos deixar a sua mente aberta às mais variadas manifestações de amor que possam existir e que façam parte do seu quotidiano: um beijo e um abraço ao acordar, um olhar cúmplice num momento de travessura, uma “colher-avião” à hora de jantar, ou uma história antes de adormecer. É a partilha, a cumplicidade, o desfrutar dos momentos que se passam em família.
Na autonomia, há que respeitar as várias fases em que as crianças (e também as famílias, diríamos nós) se encontram. No começar a andar e afastar da mão sempre pronta a amparar, e que de repente começa a ter de sacudir terra dos joelhos, limpar lágrimas da face e, mesmo assim, encorajar a seguir em frente. Na roupa que não combina e que foi escolhida por pequenas mãos, mas que, desde que ajustada à estação do ano, talvez possa ser simplesmente vista como muito criativa. No assistir a um tomar de decisões com as quais não se concorde mas que, apesar de tudo, poderão ensinar muito sobre o que são consequências. No acreditar em coisas diferentes, num pensamento crítico e promotor de discussões saudáveis, com a conquista de uma maior capacidade de argumentação.

Porque as sementes lançadas à terra se tornam, também elas, em árvores independentes, querem-se raízes fortes e resistentes às intempéries da vida.


Drª Carolina Franco
O Canto da Psicologia



terça-feira, 27 de março de 2018

Mexa-se pela sua saúde e pela sua vida...








Os dados já não são novos, mas os últimos estudos científicos na área do exercício comprovam que, a inatividade física é tão mortífera como o consumo de tabaco.

A revista Lancet avançava já há meia dúzia de anos, que uma em cada dez mortes prematuras em todo o mundo tem a sua origem no sedentarismo, ou seja, falta de exercício físico. Sendo que, ao olharmos para o número de mortes provocadas prematuramente pelos hábitos tabágicos, estes são sensivelmente iguais. Na primeira década do séc. XXI, estima-se que, cerca de 5 milhões de mortes prematuras em todo o mundo na idade adulta, estão relacionadas com a falta de exercício físico regular.
A estas mortes, ligam-se doenças como: doenças cardiovasculares, cerebrais, diabetes tipo 2 e vários tipos de cancro.

Em teoria, um aumento de 10% de pessoas a começarem a praticar exercício físico regular, pode evitar a nível mundial a morte a cerca de 500 mil pessoas ao ano.

As recomendações para uma vida ativa e saudável, continuam a ser: 30 minutos diários de exercício moderado a vigoroso pelo menos 5 vezes por semana.

Mexa-se pela sua saúde e pela sua vida.

Bons treinos


Hugo Silva 
Instagram: hugo_silva_coach
Linkedin: http://linkedin.com/in/hugo-silva-1b8295132
-Licenciatura Educação Física/Especialização Treino Personalizado
-Pós-Graduação em Marketing do Fitness 
-Pós-Graduando em Strength and Conditioning
-Director Técnico ginásio Lisboa Racket Centre 




quinta-feira, 22 de março de 2018

Educação para a morte – uma educação sobre e para a vida.







Potencialmente, a consciência de que o tempo que dispomos é limitado faz com que mobilizemos com maior frequência a expressão de amor na interação com o meio que nos rodeia. De uma forma global, as investigações indicam que a proximidade com a morte, como por exemplo no caso de pessoas com doença terminal e presos condenados a pena de morte, promove frequentemente a expressão de conteúdos associados a temas como o perdão, o arrependimento, reconciliação, gratidão, declarações de inocência, o afeto e também, não poucas vezes, o reforço de mensagens de ativismo social e/ou político.

A consciência da finitude é a principal fonte de angústia para o ser humano. O instinto de preservação e sobrevivência faz com que todo o ser vivo tente manter a sua vida com todas as suas forças. O medo pode funcionar como um mecanismo bastante útil para a preservação das espécies. Este instinto de preservação, em conjunto com uma espécie de anseio do Homem em ser eterno, chega a negar a morte, conferindo a esta uma conotação de tabu que faz com que sejam algumas vezes acionados esforços no sentido de escondê—la, silenciá—la, ocultar toda a dor e sofrimento causado. É a partir da década de 50/60 do século passado que a temática da morte começa a ser maior alvo de atenção por parte da sociologia, etnologia, antropologia e da psicologia, promovendo uma maior consideração sobre a importância de um movimento de  educação para a morte (desenvolvimento pessoal que se baseie numa preparação para a morte).

O medo da morte traz como consequência estados de ansiedade que interagem como forças de atrito relativamente ao entendimento do final da vida como um processo natural inevitável. Pode dar-se em forma de medo à dor, medo de sofrer, medo da dependência, da separação e perda com e de tudo e todos que amamos, perda de controlo, medo do desconhecido. Talvez o pior de todos os medos seja o medo ao próprio medo que se torna mais intenso quanto mais dele tentamos escapar. Temos sobretudo medo da vida e, por isso, medo da morte. Temos muito medo de não sermos capazes de atingir uma plenitude existencial que se poderá eventualmente traduzir na concretização abundante do Amor. 

A vida é uma contínua dança entre nascimento e morte, uma dança de transformação, de impermanência. Desperta-se para a vida através da consciência e aceitação da morte. Aprendendo a viver, aprende-se a morrer. Quando acreditamos que as coisas são permanentes, resistimos a aprender a mudança. Aprender a viver é aprender a fluir com a (nossa) natureza. 

Conceber a morte como um processo universal da natureza, o que realmente é, pode ajudar a diminuir o medo e facilita a sua integração. Quando aceitamos e estamos conscientes da morte, transformamos a nossa atitude perante a vida, somos mais realistas, experienciamos maior sintonia e compaixão connosco próprios, com os outros e com o mundo, vivendo com maior qualidade.

Apesar de tudo, e como nos diz o famoso psicoterapeuta Irvin Yalom, ”não é fácil viver cada momento absolutamente consciente da inevitabilidade da nossa morte. É como tentar olhar para o sol e manter os olhos fixos: qualquer um de nós só consegue fazê-lo durante alguns segundos”. É pois muitíssimo natural que criemos estratégias para suavizar o terror da morte. De certa forma, nunca a poderemos eliminar por completo.  Pensar e falar na morte dói e dói também porque este é o preço a pagar por amarmos. 

Dr. André Viegas
Psicólogo Clínico
O Canto da Psicologia



quinta-feira, 15 de março de 2018

“Eu sou mudança, mas vivo isso, ainda melhor, com outros!”








Cada pessoa toma decisões nas múltiplas experiências da sua vida e, nessa medida, muda os seus pensamentos, emoções e comportamentos inúmeras vezes ao longo do tempo.

Neste sentido, o processo de mudança é sistemático e até inevitável no decurso da existência humana, porque a dinâmica fluída e contínua do Tempo marca que, cada momento, seja irrepetível e único, mesmo que possa ser considerado, em grande medida, semelhante a qualquer outro momento já vivido. De facto, como bem compreendeu um dos primeiros filósofos da Humanidade, Heraclito, há mais de 2500 anos, “tu não podes tomar banho duas vezes no mesmo rio, pois aquelas águas já terão passado e também tu já não serás mais o mesmo”. 

Na realidade, entre o nascimento e a morte, a questão a colocar não será tanto se alguém está ou não a mudar, mas sim como está a lidar com o processo de mudança da sua vida.

Deste modo, pode-se compreender a psicoterapia como um processo que está, intimamente, ligado com a essência da própria vida humana, na medida em que está ao serviço da mudança do paciente. 

“Será que está a aproveitar bem o seu tempo? E o que é, para si, aproveitar bem o seu tempo? O que lhe faz sentido realizar na sua vida, sabendo que ela é temporalmente limitada?”

No decurso de uma psicoterapia, essas e outras tantas questões podem ser colocadas, as quais se dirigem, certamente, à angústia, tipicamente humana, de não saber, com certeza, se as escolhas que estão a ser feitas serão as mais acertadas, porque não é possível saber com rigor o futuro, ou seja, as consequências que tais decisões terão nas suas próprias vidas e nas dos outros. Ainda assim, com tal reflexão, ficará mais clarificada uma ideia de rumo a escolher, mesmo sem saber ao certo o que acontecerá no desenvolvimento desse processo de vida.

Realmente, poder-se-á dizer que a incerteza é a parceira de baile da mudança em cada vida humana, correspondendo às escolhas pessoais o modo como essa dança inevitável se processará, ou seja, de uma forma mais aberta e flexível ou mais fechada e rígida. Assim, na psicoterapia, o convite que é feito à reflexão de dimensões fundamentais da vida do paciente, favorecerá a sua compreensão e uma maior clareza quanto ao sentido inerente às suas escolhas, ou seja, ao modo como decide lidar com a (mu)dança que, continuamente, é a sua vida.

A frase que serve de título a este texto, apesar de ter sido pensada e escrita por mim, é da autoria vivencial de todos aqueles que escolhem, nas suas vidas em mudança, projectos em comum com outras pessoas, compreendendo os grandes benefícios potenciais dessas decisões – uma real união promove a expansão de perspectivas, de competências e de possibilidades de desenvolvimento por comparação com as vias restritivas de escolha do isolamento que, como se sabe, está, intrinsecamente, associado com perturbações ao nível da Saúde Mental.

Na senda dos saudáveis exemplos de projectos em comum, enquadra-se, indiscutivelmente, O Canto da Psicologia, no qual tenho tido o privilégio de ser um dos elementos da Equipa de Psicólogos e, nessa medida, tenho podido participar no desenvolvimento desse projecto com várias pessoas. É sustentado nesse espírito de união, de entreajuda e de partilha de conhecimentos profissionais e experiências humanas que, julgo eu, todos nós no Canto temos sido valorizados, principalmente enquanto pessoas que encontraram e desenvolvem com a força acrescida que o grupo facilita o seu sentido de vida profissional a ajudar outras pessoas a compreenderem os seus próprios processos de mudança em curso.



Dr. Nuno Almeida e Sousa  
Psicólogo Clínico
 O Canto da Psicologia